BLACK BAND DE ANDY KIRK

Andrew (Andy) Kirk, formou a orquestra no ano de 1929 na cidade de Kansas City, no meio oeste dos Estados Unidos. Nos anos 1920 e 1930, Kansas City era importante reduto do jazz e big bands. Músicos de renome atuavam em clubes noturnos da cidade como: Count Basie, Jay McShann, Harlan Leonard e Alphonso Trent. Saxofonista de origem, Kirk também compositor, arranjador, liderou uma banda que interpretava temas no Estilo Kansas City, ao enfalizar os “riffs”, ou seja, compassos musicais repetidos que soam de maneira agradável de se ouvir. O êxito foi tamanho, que recebeu convite para apresentações em famosos salões de baile do bairro negro do Harlem em New York. Ficou conhecida como “As doze nuvens de alegria”( Twelve clouds of joy), contando com uma pianista, compositora e arranjadora, considerada a alma do grupo musical chamada Mary Lou Williams. A black band gravou no selo Decca Records grande parte do acervo, tendo sob contrato cantores que marcaram época tais como: Pha Terrell e June Richmond. Em 1949, Kirk resolveu dissolver a banda para se dedicar ao ramo hoteleiro. As “Doze nuvens de alegria” deixaram sua marca na era do swing. Ritmo, harmonia e melodia, eis as qualidades dessa excepcional orquestra. Ouçam e comprovem.

CHRIS CONNOR

Mary Jean Loutsenhizer (Chris connor), nasceu em Kansas City, cidade musical por excelência no dia 08 de novembro de 1927. Cantora de voz quente, sensual e bela. Iniciou no canto ao participar do conjunto vocal The Snowflakes, na banda do pianista Claude Thornhill. Em 1953, substituiu June Christy na banda do pianista Stan Kenton, iniciando carreira solo no ano seguinte. Chris tem gravações feitas nos selos Bethleheim, Stash, Atlantic Jazz e Alpha Records. Nos anos 1980 esteve se apresentando no Brasil (Rio e São Paulo). Chris Connor morreu, aos 81 anos, no dia 29 de agosto de 2009.

NAT KING COLE

Nathaniel Adams Coles, seu verdadeiro nome, está entre os cinco mais destacados intérpretes norte-americanos do século XX. Pianista de jazz, cantor e compositor, voz suave, com interpretações antológicas de temas românticos do cancioneiro popular. Uma carreira coberta de glórias, esteve no Brasil em 1959 com retumbante sucesso. O enorme acervo fonográfico foi realizado na Capitol Records, respaldado por arranjadores e maestros do nível de Nelson Riddle, Ralph Carmichael, Gordon Jenkins e Billy May. Nat nasceu em Montgomery-Alabama a 17 de março de 1917 e morreu, aos 48 anos, em Los Angeles-California, no dia 15 de dezembro de 1965, vitimado por um câncer pulmonar, posto que era contumaz fumante.