BIG BAND DE BENNY GOODMAN

A Era do Swing começou com a apresentação de Benny Goodman e seus comandados no salão de baile Palomar Ballroom, em Los Angeles-Califórnia, no dia 21 de agosto de 1935. A série de apresentações obteve êxito sem precedentes, com a juventude presente delirando a cada música apresentada. O show foi transmitido para todo o país e Canadá, através da rede de rádio CBS-(Columbia Broadcasting System) no dia 22 (um dia após a estréia) e teve uma audiência de milhões de ouvintes. Goodman manteve a orquestra, anos a fio, no topo do sucesso. Clarinetista de recursos, contratando os melhores instrumentistas e cercando-se dos mais competentes arranjadores como: Fletcher Henderson e Jimmy Mundy. Entre as lady-crooners que atuaram na banda, destaque para Helen Ward, Martha Tilton, Helen Forrest Peggy Lee, Liza Morrow Anita Boyer. Agora, é só ouvir o som da big band do Rei do Swing e aquilatar a qualidade.

MARGARET WHITING

Filha do compositor Richard Whiting, Magie, como era conhecida entre os amigos, conviveu com exponenciais compositores, parceiros do pai. Entre eles, Johnny Mercer, que se tornou amigo íntimo da família. Com a prematura morte de Richard Whiting, Mercer, que praticamente a viu nascer, transformou-se em um segundo pai, protegendo-a e orientando-a na carreira de cantora. Em 1942, ao fundar a Capitol Records, levou-a para as primeiras gravações. Margaret Whiting teve carreira gloriosa e esteve em atividade até a morte, ocorrida a 10 de outubro de 2011, aos 87 anos.

AL HIBBLER

Albert George Hibbler-(Al Hibbler), nasceu cego, negro e pobre, na cidade de Tyro no Mississippi, a 16 de agosto de 1915. Com grande tenacidade, venceu todos os obstáculos para se firmar na arte vocal. Baixo-barítono de interpretação arrebatada, começou a se tornar conhecido ao atuar ao lado do pianista Jay McShann e sua black band, em 1940. A partir de 1941, foi contratado pelo também pianista Duke Ellington, onde permaneceu por 9 anos, fazendo memoráveis gravações. Em 1952, agora na carreira solo, assinou contrato com a gravadora Decca-MCA, onde contruiu alentado acervo. Ativista dos direitos civis dos negros norte-americanos, foi várias vezes preso em protestos defendendo sua raça. Na longa vida artística, além da Decca-MCA, gravou nos selos Reprise, Atlantic Jazz e Verve Records. Al Hibbler morreu, aos 85 anos, no dia 24 de abril de 2001 em Chicago-Illinois. Vale a pena ouvi-lo.