Saxofonista, cantor e bandleader, Tony Pastor (Antonio Pestritto) – nasceu em
Middletown-Connecticut (USA), a 26 de novembro de 1907. Após integrar as
orquestras de Irving Aronson, Austin Wylie e Vincent Lopez, junta-se a seu velho
amigo Artie Shaw que, no verão de 1936, organiza sua primeira orquestra
permanente. Ao lado de Shaw permanece até o final de 1939, tocando seu
sax-tenor e fazendo antológicos vocais com um estilo que lembrava, e muito,
o trompetista Louis Armstrong. Nesse período, grava alguns temas de grande
sucesso apoiado pela banda de Shaw no selo Bluebird; “Indian Love Call”,
“When Winter Comes”, “Rosalie” e “Prosschai”. No final de 1939, Artie Shaw,
inesperadamente, dissolve a banda indo descançar no México, após sofrer um
colapso nervoso. É chegada a hora para Tony Pastor decidir sobre o seu futuro.

Chefe de orquestra – Financiado pelo empresário de orquestras Si Shribman,
inicia as atividades de seu grupo contratado para apresentações no “Blue Room”
do famoso Hotel Lincoln em New York, onde permanece pelo espaço de sete
meses. Tocando com estilo similar ao de Shaw, torna-se rapidamente conhecido
e admirado de costa-a-costa do país, presença constante nos palcos dos mais
badalados hotéis e salões de baile como o Hotel Sherman em Chicago, Catalina
Island e Hollywood Palladium de Los Angeles, Peaboy Hotel da cidade de Memphis
Tennessee, Roosevelt Hotel em New Orleans e muitos outros.

Incursões no Cinema – Na primeira metade dos anos 40, Tony Pastor e sua
orquestra fazem muitos filmes de curta-metragem para os estúdios Columbia
e Universal, aparecendo também no longa-metragem “Two Blondes And A
Redhead” (Duas Loiras e Uma Ruiva), filmado nos estúdios Columbia em 1947,
estrelado por June Preisser, Judy Clark e Jean Porter, com a direção de Arthur
Dreifuss.

Os anos 50 – O sucesso da orquestra continuou imbatível até o final dessa década.
mantendo músicos que permaneceram na banda por muitos anos.
Os grandes astros, além do próprio Pastor eram: Johnny McAfee, sax-alto,
liderando um quinteto excelente de palhetas (McAfee também participava em
vocais de baladas), Max Kaminsky no trompete e Al Ávola, guitarrista e
responsável pelos arranjos da banda. Mais tarde a orquestra se concentrou em
um repertório mais jazzístico, encomendando arranjos de Budd Johnson e Walter
Fuller. Alem dos vocais de Pastor e McAfee, cantaram no grupo o crooner Matt
Dennis, as lady-crooners Eugenie Baird, Dolores Martel e, a mais famosa,
Rosemary Clooney (que se casou com o astro do cinema, José Ferrer).
Em 1945 Pastor havia contratado as Irmãs Clooney (Rose e Betty) para fazerem
duetos na banda. Três anos após, Betty retira-se ficando Rosie como
lady-crooner até 1950, quando vai para a carreira solo, orientada por Pastor e
contratada pelo selo Columbia onde fica sob a supervisão do diretor artístico
Mitch Miller.

Sucesso No Disco – Durante sua existência, a orquestra gravou para os selos
London, Fanfare, Amco e Val, obtendo ótima margem de vendas, principalmente
com os temas; “Let’s Do It” , “Makin’ Woopee” (Fazendo Ôba!) , I’m Confessin”
(Estou Confessando), “Dance With A Dolly” , “Paradiddle Joe” , “Braggin” e
“Ready, Get Set, Jump”.

Os Tempos Modernos – Em 1959, Pastor compreendeu que não mais havia
condições de manter um big band, um empreendimento inviável. Além do
declínio da era das grandes orquestras, logo após o término da segunda guerra
mudial (1945), diminuindo consideravelmente o mercado de trabalho, no limiar
dos anos 60 houve uma mudança radical no gosto musical do público com o
advento do Rock-And-Roll. Forma em seguida um pequeno conjunto musical
(Combo) juntamente com seus filhos Tony Jr. e Guy, solando seu sax-tenor e
aparecendo em deliciosos vocais que só ele sabia fazer. Suas atividades se
concentraram em Las Vegas onde se tornou muito popular.
Tony Pastor, um músico competente, figura simpática e amiga, faleceu em
outubro de 1969, aos sessenta e dois anos de idade, na pequena London
Connecticut, após longa enfermidade.
Um dos mais espontâneos e bem-humorados músicos da era de ouro das
big bands.