Jazz, Big Bands & Cia

Ronaldo Benvenga

T   H   E        P   L   A   T   T   E   R   S

O  grupo vocal The Platters  foi organizado no limiar dos anos mil novecentos e cinqüenta e o primeiro  no gênero a ocupar lugar de destaque, nas “Paradas de Sucesso”, no rádio e na venda de discos. Com estilo e tradição semelhantes aos Mills Brothers e Ink Spots, igualmente conjuntos vocais negros de importante presença nos anos mil novecentos e trinta e quarenta, o grupo tornou-se fenômeno de sucesso nos primeiros cinco anos de atividade. Sob orientação do produtor de discos e compositor Buck Ram, em 1953, os jovens Tony Williams(líder tenor), David Linch(tenor), Alex Hodge(barítono) e Herb Reed(baixo), fazem as primeiras gravações para a etiqueta Federal Records, incluindo em três faixas, a irmã de Williams, Linda Hayes;  registros fonográficos que não alcançaram bons índices de vendagem. Baseado nesse primeiro fracasso, Buck Ram reformulou o conjunto, substituindo Alex Hodge por Paul Robi e colocando a jovem Zola Taylor(contralto), então com quinze anos de idade, como membro permanente. Depois de assinar contrato com  a Mercury Records, o agora quinteto começa a escalada para a fama, com uma série de registros de alto nível artístico. Entre 1955 e 1964, a Mercury teve bons lucros com The Platters, aparecendo no primeiro 78 rotações os hits “Only You”, no lado  A e “The Great Pretender” no B, vendendo mais de um mlhão de cópias. Em seguida vieram “My Prayer”,“Smoke Gets In Your Eyes”(famosa canção escrtia por Jerome Kern e Otto Harbach), com irrepreensível interpretação, destacando-se a bela voz do líder Tony Williams), “Twilight Time”, “You’ll Never Know”, “If I Had You”, “I’m Sorry” e  “Red Sails In The Sunset” , entre outras mais. A partir de 1958,  o quinteto já era internacionalmente conhecido, fazendo temporadas regulares na Europa, Japão e América do Sul.  O ano de 1961 marcou a saída de Tony Williams que foi para a carreira solo, sendo substituído por Sony Turner. Em seguida, Zola Taylor e Paul Robi deixam seus lugares para Sandra  Dawn e Nate Nelson, respectivamente. O lamentável é que , no final dos anos 1960, trocas constantes de seus membros criaram enorme confusão, tornando-se difícil identificar o legítimo The Platters, a partir do momento em que Sony Turner e Herb Reed formam uma versão, enquanto Tony Williams, ao desistir da carreira solo, forma a sua. Com essa inusitada situação, o prestígio junto ao público começou a desmoronar, não mais atingindo o nível dos primeiros anos. Até nossos dias, várias formações reivindicam o legado do lendário quinteto de retumbante sucesso no início da segunda metade do século 20. Nas temporadas que fizeram no Brasil” a partir de 1966, os fãs sentiam-se frustrados com as constantes mudanças dos componentes. A grande vitrine que tornou The Platters conhecido em todo o mundo, foi a película “No Balanço das Horas”(Rock Around The Clock), produção dos estúdios Columbia em 1956. Com direção de Fred Sears e produção de Sam Katzman, tem 77 minutos de duração e a primeira a lançar o movimento que ficou conhecido como “Rock’n’Roll”. No elenco também estão Bill Haley and his Comets, Frankie Bell and his Bellboys e a Tony Martinez Band, entre outros. Produção realizada com modesto orçamento e que se transformou em êxito de bilheteria em todo o mundo. The Platters, quinteto vocal  negro, marcou presença na música popular norte-americana, vendendo, até hoje, milhões de discos e , atualmente, disponíveis nas boas casas do ramo em compact discs.

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Produção e apresentação : Ronaldo Benvenga